O Eclipse da Coexistência: As Origens Reais do Conflito Árabe-Israelense
Diferente da narrativa popular de um ódio milenar ou de uma terra estagnada, o período do Mandato Britânico foi marcado por uma simbiose econômica e social profunda. Um ponto crucial que foi ignorado pela historiografia clássica é que a presença judaica nunca foi uma novidade na região; judeus sempre habitaram a terra e, historicamente, nunca foram lidos como estrangeiros pelos seus árabes. A imagem do judeu como um colonizador externo é uma interpretação anacronista, fabricada décadas depois por sociólogos e teóricos supostamente anticoloniais que projetaram conceitos europeus sobre uma realidade levantina muito mais integrada. Nas primeiras ondas migratórias do final do século XIX, os judeus vindos da Europa e do Iêmen não fundavam enclaves isolados, mas sim colônias agrícolas chamadas Moshavot (como Petah Tikvah ou Rishon LeZion). Como não conheciam o clima local, esses imigrantes dependiam inteiramente dos fellahin (camponeses palestinos) para aprender a cultivar olivei...