O Socialista: №1 (20/Jul/1878)


Nota e comentário do tradutor

Encontrei no site da hemeroteca digital brasileira uma série de edições dum jornal antigo de 1878 entitulado O Socialista. Infelizmente, a qualidade era péssima. Abençoada seja a hemeroteca por liberar o documento, e amaldiçoada seja por tê-lo feito em tão péssima qualidade.

É um documento histórico de, sem sombra de dúvidas, grande importância. Portanto, decidi transcrevê-lo para publicar aqui na Espartaco. A princípio, era para ser publicado no dia 20 de julho, quando o jornal completaria 147 anos. No entanto, a transcrição não é lá um processo muito agradável, que causa constantes dores nos olhos e na cabeça, por ter que ficar encarando e decifrando píxeis e palavras borradas. Tendo isso em vista, acabei levando alguns dias a mais do que o esperado.

Durante a leitura, muitas palavras eram simplesmente ilegíveis, ou então estavam completamente borradas, principalmente ao início. Tendo isso em vista, demarquei ao longo do texto. Não só isso, como, em caso de complementos ou pontuações adicionadas por mim, coloquei-os entre colchetes para indicar que não são do texto original propriamente.

De qualquer forma, o que aqui foi feito não foi uma mera transcrição, mas também, uma tradução e, sobretudo, um resgate, tendo como objetivo tornar o documento acessível para leitura geral. O português brasileiro de 1878 certamente não é o brasileiro de 2025, isto é certo, afinal, nosso idioma distanciou-se e muito do português. Algumas palavras não poderiam ser postas do mesmo modo que estavam originalmente, tendo de ser corrigidas/atualizadas, como "d'ellas" por "delas" ou "tryumpho" como "triunfo". No entanto, a tradução a que me refiro não trata-se apenas duma correção/atualização ortográfica das palavras. O uso da vírgula era completamente diferente (além de excessivo). A própria estruturação gramática fazia que assim o fosse. Nisso, em algumas passagens, haviam vírgulas em excesso e desnecessariamente (ao menos para o olhar do leitor atual), já em outras, faltava qualquer pontuação. A tradução da pontuação e de algumas questões gramaticais mais superficiais foi algo feito. Apesar disso, evitei ao máximo mudar a estruturação do texto original, querendo manter ainda sua essência, principalmente tendo em vista as produções artísticas ali inclusas.

Certamente no cenário de hoje o jornal não poderia ser considerado como socialista — exceto, talvez, por alguns social-liberais estúpidos. Apesar disso, é notória a bandeira que é erguida ali, pela abolição da escravidão, da dinastia, da herança, do nepotismo, do imposto, etc... Não devemos ler o jornal com um olhar anacrônico, devemos pensá-lo segundo o próprio contexto em que ele se situava, em seu tempo e em sua propriedade, na Niterói do Brasil do segundo reinado.

Em certas partes, a influência do iluminismo é notória, e não apenas na homenagem a Voltaire. A implacável busca pela veritas que era típica dos iluministas está escancarada ali. É algo que podemos observar inclusive na própria estruturação de suas notícias. Ao noticiar o incêndio dum hospício na França, referem-se aos presos como "infelizes desprovidos das razão". Toda questão de "loucura" é uma questão de racionalidade — deixando isso de lado por um momento, "capetáculo" é certamente uma palavra criativa. Ratio, veritas, eis os princípios que orientaram toda uma geração de revolucionários naquele momento.

Creio que o mais importante a ser observado do jornal seja a arte, a estória do folhetim e os poemas. “A vida é morte quando, infante ainda, / nos mostra linda [n]o pensamento a cova: / berço de gelo, mas repouso certo, / que aponta perto uma existência nova.” A arte pode nos mostrar a mais verdadeira e profunda expressão do perfil e da fisionomia daquilo que se apresenta ou se propõe.

As gracinhas não poderiam ser deixadas de lado, afinal, desde há muito ali já reconhecíamo-nos enquanto brasileiros. Verão piadas cá e lá, principalmente nos boatos e nas publicações a pedido. Quem avisou para checar o nono armazém da alfândega? Um rato.

Acerca das edições seguintes do jornal (pois evidentemente foram publicadas mais de uma), em breve trarei suas transcrições e traduções. Por enquanto, aproveitem a leitura.

— Straw.


O SOCIALISTA

Órgão de um clube: Jornal político, chistoso e comercial.

Não se recebem assinaturas.

Número avulso de 100 réis.

Escritório e Redação, Rua 1° de Março, №15.

Ano 1. Sábado 20 de Julho de 1878. N 1.

O SOCIALISTA

Esse periódico é órgão dum [ilegível] de homens convictos e fortes... [Ilegível] à imprensa combater em favor dos párias [ilegível], os operários, para [ilegível] lembrada pelos grupos políticos da nossa pátria, nos monumentos em que [ilegível] da [ilegível]; e por eles esquecida [borrão] hora [ilegível] um que só passam o poder.

A nossa completa missão é portanto elevada e difícil. Importa erguer o povo da tumba, em que os [ilegível] privilegiados sepultaram-no pelo punho brutal do poder.

Mas, por isso é preciso negar de todos os [ilegível] do falso poder sob os quais as elites predominantes escondem as [ilegível], com que o vírus e a corrupção estragou-lhes a alma. É preciso desmascarar os [ilegível], os imprudentes, os hipócritas, os infames... Pois bem, vencerão a [ilegível] que nos inspiram eles, [ilegível], desceremos até eles... Não importa! Se nos sujarmos, [várias palavras ilegíveis] na [ilegível] do povo, que esses miseráveis turbaram para que detivessem o aspecto das causas repugnantes pela [ilegível]... E dali surgiremos de novo [ilegível] e mais rigorosos para [ilegível]-os da [ilegível].

Atravessamos uma época fatal em que, como já disse um escritor, todos os caracteres se [várias palavras ilegíveis]...

Convém, portanto, que comecemos de apartar dos verdadeiros [ilegível] aqueles que isto trabalham a santa causa popular e que ainda lhe podem ser de utilidade!... Podem proclamar que o nosso fim é desmoralizar.

Pois é mesmo, desmoralizar os imorais. Por isso nos transformaríamos muitas vezes um poste em que estes sérios [ilegível] para serem [ilegível]!

Devia ser essa a missão de nossa imprensa. Se a nossa imprensa tivesse noção do que se chama [ilegível] social.

O sumo do Socialista [ilegível] no clube de que [ilegível]: o clube Socialista? Por ora se compõe de bem poucos. Não queremos iludir o público. Amanhã, a seguir a [ilegível] dos acontecimentos terão o curso do que já [ilegível]-se há provavelmente de muitos. Ou estão [borrão] da ansiosidade brasileira!... estará morta até a corrupção.

É em [ilegível] salvação que erguemos [ilegível] popular [ilegível] pela [ilegível] que o governo [ilegível] sobre a nação!

Para nomear os últimos convém-nos declarar, entretanto, que não é objetivo nosso alterar a monarquia.

Não! [Ilegível] a monarquia morta pela ideia republicana, que já [ilegível] todos os rumos.

Ainda mais consideramos que hoje [ilegível], unicamente do enterro da [ilegível]: aí o seu cadáver deve porque por [ilegível] as [ilegível] da revolução [ilegível]. Respeitamos os mortos? Para os [ilegível] — [duas palavras ilegíveis]! O nosso fim é alertar as pessoas responsáveis pelo nosso miserável estado social e elevar o nível [ilegível] do povo.

EDITORIAL

Ainda bem que é uma verdade o socialismo.

Não aprovamos a tentativa do assassino de um velho e ambicioso imperador: fascinamos muito mais o suicídio de Nobiling.

Cabeça por cabeça, vida por vida, [várias palavras ilegíveis] pela daquele.

Teve razão Nobiling, tivera razão Eitchelmaun, tentando matar o irmão do ouro branco, o imperador Germano?

Não dizemos.

Tem razão de ser a doutrina que levou-os à prática do ato?

Certo que sim.

O que quer ela? O que pede o socialismo?

Verdade nas teorias sociais; verdade nas práticas sociais; verdade nas consequências sociais.

O que nega ela? O que a doutrina socialista repele?

A mentira. O absurdo.

O direito da conquista; o direito da herança.

Quem pode negar que ali existe muito fundo bom?

Ninguém.

A sede de conquista é um princípio que, de absurdo que é, deriva consequências absurdas.

Ponde Ciro de frente a Baltazar, tereis a covardia do assassinato... mas chamareis conquista.

Coloque Alexandre diante de Tebas, e vereis ruínas sucedendo à cidade.

Tereis a morte sucedendo a vida; o incêndio sucedendo à habitação; da ruína sucedendo a edificação.

Situais Dário e Xerxes diante de Esparta e de Atenas e extasia-vos aos gritos tumultuantes no sangue, nos ferros em Marathon, Platão, Termófilus e Salamina.

Procurai Roma e os soldados; a conquista e o roubo; a devassidão e o furto.

Evocai os Cesáres, evocai os Antoninos, desenterrai Mucrino; desenterrai Hiliograbalo, examinai Nero, examinai [ilegível]; fazei surgir Átila, Genserico e dizei que foram bons, que tiveram o exercício de um direito; defendei esse que pariu um absurdo da cabeça e do braço e... tereis defendido a doutrina anti-socialista; isto é, teria sustentado o direito de conquista junto ao direito de ruínas; tereis absorvido da culpa o direito da hereditariedade dinástica e o direito da herança doméstica.

É isso um bem! É isso aceitável? Mil vezes que não. Marco Aurélio foi bom, Cômodo foi péssimo.

O primeiro tem virtudes, concedamos. O segundo foi um crime toda a sua vida.

Conclusão.

Cômodo era filho de Marco Aurélio; devia herdar o bem que tivera seu pai.

Herdou o trono e foi um demônio; se não o tivesse herdado seria um mártir do cristianismo.


De onde veio o direito de conquista?

Da felicidade humana em oposição à capacidade das feras.

De onde veio o direito do primo occupante?

Da vitória da força física, que é a brutalidade.

[Borrão de uma linha]

Há seis mil anos, segundo a Bíblia; há dois milhões de anos, segundo a ciência.

É preciso que hoje não se sustente por verdade o que há dois milhões de anos julgava-se uma brutalidade.

É preciso dizer aos conquistadores: desaparecei de uma vez, a humanidade maldiz-vos a todos.

É preciso dizer aos reis: nascestes dos conquistadores, sois absurdos sociais.

FOLHETIM

OS ASSASSINOS DE UMA CRIANÇA

Por J. G.

A Casa Paterna.

Um navio entregue ao sopro da aragem deixava cair o ferro ao porto de Tunis Fundeando, o comandante procurou receber a visita e mais autoridades dessa capital, a fim de saudar seus passageiros e poder enviá-los à terra sem ocorrência notável. Para isso fez igual à fortaleza Herlzw respondendo esta, com o sinal de espera momentosa. Dali a dez minutos o Comandante depois de atender aos agradecimentos que lhe prodigalizavam, fez o piloto acompanhar seus passageiros até o cáus de Medusa. No desembarque, cada qual procurou abrigo em diversas direções; apenas uma família composta de mãe, filhos, netos, cunhados, sobrinhos; iam em busca de um alojamento que os acomodasse. De [ilegível], existia uma casa na rua Zabala, onde em poucos todos se recolheram munidos do preciso para tal fim.

Essa família aportava no império de Marrocos, com o fito de obter os bens de seu chefe.

Havia três anos que perecera de um ataque apoplético o Sr. Ornelas, quando viajava em lugar distanciado da capital deste império. Nada menos de 686.960$000 réis havia o governo arrecadado em remessas dessa localidade[,] enviaram os comissários do fisco para ser recolhido ao tesouro marroquino, dinheiro este que não fora reclamado por herdeiros, havia alguns anos. Munidos de documentos que provavam à evidência serem legítimos herdeiros do finado Ornelas, quebrando malhas para colherem o que por direito lhe pertencia. Vinte anos foram consumidos no afã do trabalho de sindi[ilegível], neles gastaram quantia fabulosa, que bem lhes aproveitaria presentemente para formação de um películo. Durante a delonga cada qual procurou meios para poder arrastar as dificuldades que anteolhavam, uns casaram-se, outros foram em demanda do lugar onde havia falecido o supracitado Ornelas para obterem a certidão de óbito, único embaraço que existia e existe na entrega dos bens.

O maior dos lutadores foi um dos herdeiros, o Sr. Álvaro, homem possante e ríspido. O Sr. Álvaro era um artista de mérito e de uma reputação sem mácula, havia casado com uma das herdeiras de nome Leonor, da qual teve treze filhos[,] dentre os quais faleceram 8, existindo apenas 5, que são: Joãozinho, Júlio, Sérgio, Candinha e Adelaide. Coube a Álvaro nesta idade estabelecer-se à rua dos Recuerdos n. 80, e do grande número de fregueses que possuía, conseguiu reunir uns 80.000 francos; seus filhos cursavam as preparatórias com diversos destinos, Joãozinho clero, Júlio direito, Sérgio marinha.

Em dia determinado pela fatalidade, soou a hora derradeira em que seus bens, sonhos, e futuro, tinham de ser conquistados por audacioso artifício, forjado por um seu parente casado com uma irmã de Leonor, de nome Cláudia. No dia 6 de janeiro de 1862, pelas 4 horas da tarde, entrava em seu estabelecimento, como moribundo, Nicolau, esposo de Cláudia, e sem compromissos deixou se cair sobre um sofá no interior onde residia a Família Álvaro, e depois de meditar sensibili[ilegível], rompeu em pranto e em exclamações de que estava perdido e procurava salvar-se ou morrer. Impressionados, todos quantos o cercavam trataram de chamar Álvaro para o contemplar, e só aquietou-se depois de obter-lhe a palavra de honra, afim de emprestar-lhe vinte mil francos.

Satisfeito esse compromisso no dia imediato, foi Nicolau regularmente no primeiro mês em seus negócios, porém, sua filha Isabel, atr[ilegível] com seu olhar travesso uma boa parte dos gentlemens que circuncidavam a rua do Ouvidor; nas rendas custosas e no champanhe, Nicolau esgotou os vinte mil francos e no final de seis meses já descontava letras na praça a 2° e 3° ao mês de juro, conseguindo montar um débito superior a cento e quarenta mil francos. (Continua).

[Sem título, página 2]

É preciso dizer aos que herdam:

Individais a nossa pátria; perdulais a fortuna que não adquiristes, porque não trabalhastes; sois indignos de possuí-la; entregai-a ao estado... dai à sociedade por mão do tesouro público da comuna.

Sede socialistas.

Hordel.


Nobiling

O Jornal do Comércio do dia 16 publicou em sua gazetilha diversas minuciosidades sobre o acontecimento ocorrido com a pessoa do ex-imperador da Alemanha.

Do que se acha ali escrito, cumpre-nos protestar como socialistas brasileiros. É tal o aranzal fornecido pelo correspondente de Berlim, que nos facilita uma defesa cabal, com alguns trechos seus, em que insulta e nobilita o Dr. Nobiling.

Ei-as:

« Ainda rapaz nas aulas, já ele mostrava índole perversa; incapaz de entusiasmos no estudo, incapaz de franqueza no trato com os condiscípulos, covarde, humilde até ser rasteiro para com seus mestres, cobiçoso em extremo, mas sem o sentimento do dever, eis como o pintam cinco ou seis dos seus antigos condiscípulos, em comunicações feitas ao governo. »

Covarde e rasteiro!...

...

Vejamos, outro:

« Quando um dos condiscípulos se entusiasmava nas aulas por este ou aquele vulto da história [,] costumava Nobiling, perguntando-lhe: o que vos rende o vosso entusiasmo? »

Nobiling não bajulava: é o que se compreende de sua interrogação.

Não é louvável detestar a bajulação?

Certamente que sim.

« Uma das utopias favoritas do Dr. Nobiling era a abolição do direito da herança em benefício do estado; creio que os leitores entendam o que isto significa; o estado fica sendo o único herdeiro do cidadão; em paga, suprimem os impostos, etc. »

Quem nos dará a adoção de uma tal medida em nosso país?...

...

O que seria dessa dinastia do Sr. D. Pedro II? 

Tudo baqueava e a pátria levantava-se dum sopro sobre as vistas dos verdadeiros democratas, tendo sob sua guarda os dinheiros confiscados dos poderosos.

Então? Não estaríamos arruinados e sujeitos a ver o crédito do país passar por amargas decepções.

Teríamos dinheiro para pagar no estrangeiro, sem necessitarmo-nos a oferecer rendas da alfândega e Estrada de Ferro D. Pedro II!

Nobiling com tal ideia prova à evidência o quanto era patriota.

« Cerca de seis [ilegível] antes do atentado tornou Nobiling a procurar o chefe da repartição estatística Dr. Engel, para obter novo emprego. O chefe respondeu que tinha até excesso de empregados. Nobiling despediu-se, interrompendo bruscamente a visita, que durou apenas um minuto e meio. O Dr. Engel assegura que Nobiling se mostrara menos humilde. »

Aqui, é o Dr. Engel quem assegura vê-lo responder com altivez[,] já não o julgam tímido e covarde!

Ora, graças.

« No dia 2 aparecia em Paris um número de Père Duchanne, jornal petroleiro, com o seguinte artigo de fundo:

« Como republicanos, odiamos mortalmente a realeza, seja como for, moderada ou imoderada, coberta ou encoberta, em qualquer lugar, em qualquer tempo que seja. A única guerra legítima é a da revolução do direito reconhecido contra a força que triunfa! Contra todos os déspotas cairão de antemão outras tantas sentenças. Il y a contre choque despote comme un arrêt rendu d'avance. »

Isto foi escrito no dia do crime pela manhã »

O que há de extraordinário no artigo do Père Duchanne?!

Não se erguem masmorras?

Não são para elas arrastados e extinguidos os apóstolos da democracia?

Não se cometem as maiores atrocidades com a chancela de El-rei nosso-senhor?

Inquietam-se!... porque o século não suporta trevas, e trevas onde a ninguém é dado, conhecer onde se acha colocado?

...

Agora, perguntamos nós: em que condição o correspondente fica, procurando ofender um indivíduo em um país estranho, onde todos o desconhecem?

...

Isso é covardia.


Despertar.

Voltaire morreu há cem anos, mas morreu abalando a igreja de Roma.

Quando se morre assim vive-se na memória da humanidade, o que é a plena vida eterna.

A igreja não quis a verdade que o filósofo pregou.

Tanto melhor para ele.

Tanto pior para ela.

A igreja deu-lhe a maldição e o povo abençoou-o.

A igreja excomungou-o; a humanidade absolveu-o.

Voltaire eternizou-se; a igreja esfacela-se.

A ambição cegou-a.

Teve a inquisição; teve o jesuitismo; teve a excomunhão; teve o silabus... e antes de tudo isto teve Pepino e Carlos Magno[,] o que é o poder temporal e a conquista.

É anti-socialista.

Não aceitamos a igreja.

GAZETILHA

Loteria — Saturnino Ferreira da Veiga requereu habeas-corpus em vista da falta de legalidade em sua prisão.

— É o poder judiciário a quem compete expedir mandato de prisão.

O Sr. Cruz Lima — Conta-nos que o S. M. o Imperador ordenou ao seu mordomo que fizesse entrega de quantia de 31.000$000 ao indivíduo que realizou uma célebre hipoteca.

À nós exata tal autoria, faz-nos crer, os bons serviços prestados pelo Sr. Lima, durante 40 anos que serviu na casa imperial.

Asilo dos mendigos — Convidamos o público para verificar o que há de imundo nesse estabelecimento de caridade, na Rua S. Luzia.

Santa Casa de Misericórdia — Folgamos imenso saber que o atual Provedor [ilegível] com o maior escrúpulo sobre alguns indivíduos detidos [ilegível] de Pedro II, tendo restituído à sociedade 3 cidadãos que estavam sobre a pressão de alguns parentes e [ilegível].

Atos de tal ordem trazem para o novo Provedor a simpatia dos que compulsam o péssimo estado desta sociedade.

Ferro [duas palavras ilegíveis] — A ser exato o que nos informam, vai a província do Rio de Janeiro ser prejudicada com a falta desta comunicação, que muito contribuirá para a reina de diversas localidades de Niterói e Campos.

É bom [o] Sr. presidente considerar-se da população desta parte da província.

Skating-Renk — Foi construído nas oficinas dos Srs. Costa Ferreira & Dias, à rua da Imperatriz ns. 118 e 120.

É um trabalho digno de ver-se.

Incêndio em um hospital de notmus — São horrorosos os pormenores recebidos nos jornais estrangeiros, relativamente do incêndio de um hospital de doidos em Premontrê.

Cento e cinquenta metros de edificação próprias para receber os infelizes privados do uso da razão foram completamente envolvidos em [ilegível] e em menos de uma hora não restava mais do que um montão de cinzas. O espetáculo era comovente e assustador; imagine-se o ferioso crepitaz daquela imensa fogueira instaurado com os dolorosos gritos dos loucos, que fugiam espavoridos no perigo, impedidos pelo espírito de conservação, os salvadores que [ilegível] de todos os lados, os bombeiros, os soldados, etc.

Contam-se episódios verdadeiramente incríveis, como, por exemplo, o de um louco recuperar a razão ante aquele capetáculo horrivelmente grandioso.

O infeliz achava-se enclausurado em uma pequena prisão, porque tinha recessos furiosos, é assim permanecia longe e afastado dos seus infortunados irmãos. As chamadas, que principiavam a lamber as casas próximas daquela prisão, e o estalido das madeiras despertaram aquela inteligência atrofiada.

B'ald a instantes era agarrado por alguns guardas, mas tinha recuperado a razão.

O infeliz, ao ver o doloroso espetáculo, rompeu em choro.

Os prejuízos são estimulados em mais de 250 mil francos.

O fogo foi ateado por um guarda, que fugiu.

Comanda no campo de polícia — O Sr. Lafayette afinal compreendeu que é indispensável a demissão do Sr. tenente coronel Assunção.

Ainda bem.

Resta-nos saber se o Sr. Dr. Tito de Matos faz questão desta demissão?!...

É bom.

Quadrilha — Sabemos que nesta capital existe um grupo de homens ociosos que passam o tempo pelo dia explorando a credulidade pública, e à noite, entregando-se até [ilegível] adiantados à jogatina.

O Sr. chefe esquece-se que possuímos 42 casas de jogos aqui em Niterói.

Urge S. Ex. dar providências.

Versalhada — Com o título D. Parola [ilegível], tem aparecido no Jornal do Comércio uma motina que nos obriga a declarar não ter o fundamento que lhes emprestam.

Fomos pessoalmente verificar o fato ocorrido em uma casa da rua de Gonçalves Dias, e chegamos à conclusão de que isso não passava de um ardil infame, próprio de algum caráter pequeno.

À redação dessa folha, pedimos para cessar com tais porvices, que em muito lhe pode prejudicar. Pois alguém nos assevera que parte...

NOTÍCIAS VARIADAS

Consta-nos que o governo impõe no faminto Ceará o nome do Sr. Dr. Theodoreto Souto para deputado geral.


Está definitivamente assentado que o governo intervém no próximo pleito eleitoral.


Nesta semana houve uma manifestação em número aproximado a 5 ou 6 pessoas, afim de imporem ao governo o nome duma delas. Isto passou-se no clube dos exploradores na rua dos Ourives.


A polícia anda cega com uns cegos que vivem nesta cidade apartando-se.

Se fossem nacionais? Já S. Ex. ter-se-ia ocupado em mandá-lo prender, conjuntamente com os seus raptores, como se fosse alguma moça solteira!...

E o anão da Libéria, é um homem livre a quem procurariam escravizar com um contrato!!!...

O Sr. Dr. chefe, julgar-se-á em Pequim? 

[Ilegível] S. Ex. quis ser mais curioso (sem contribuir com os 500 rs.)[,] pediu ao anão que firmasse um papel com seu nome!...

É para rir.


S. Ex. o Sr. ministro da guerra poderá nos fornecer o preço da etapa que ora se fornece em Mato Grosso às tropas que ali se acham em número superior a 2000 praças?

Isto é, para fazer mais justiça ao caráter de S. Ex.


Os brasões de armas dos cortesãos são quatro:

A mentira.

O farto.

A [ilegível].

E a divisão.

Os quais se distinguem pelos quatro radicais seguintes:

Mentir.

Furtar.

Aduiar.

Repartir.


Diálogo entre dois amigos em um ponto da rua do Ouvidor:

Bom dia, amigo.

Bom dia, como vai a comadre?

Bem.

Olhe, você conhece aquele que por ali passa?

Sim. É o Everton de S. José, ou antes o S. Jorge dos dias comuns.

Ora, deixa-te disso, ele possui o porte dum arqueiro do imperial senhor.

Ah! Interrompe um dos secretos desta polícia desgraçada. Pois os Srs. não sabem que o homem já se acha em harmonia com a firma, Bezerra [ilegível] & C*.

Basta, retira-te, astuto moleque, ninguém te pergunta por isso.

Adeus, compadre, até amanhã. Até logo.

BOATOS

O Sr. chefe da polícia faz questão da demissão dos Srs. Assunção e Marques Sobrinho.

É curioso...

***

O partido conservador na freguesia do Sacramento deve triunfar, pelo dinheiro e personagens.

***

O Sr. Costa Lima ... acaba de propôr na câmara municipal um sobrinho do Dr. Martins, juíz de paz, para fiscal da freguesia do Espírito Santo.

A época é dos parentes.

***

Corre com certa insistência que o Sr. Dr. Bezerra desiste da cadeira presidencial na câmara municipal.

Se o fizer saudaremos SS.

Mas...

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O cidadão Lafayette tenciona apresentar ao parlamento uma reforma que [palavra ilegível, provavelmente "protege" ou "proíbe"] em qualquer juízo os procuradores que não sejam solicitadores provisionados.

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Também nos afirmam que S. Ex. tenciona criar um 2° lugar de depositário público, como de testamentos.

Teremos algum primo?

***

O corpo de urbanos deverá ser dissolvido logo que se reuniu o parlamento.

***

Brevemente aparecerá o discurso do ilustrado Sr. Dr. Lopes Trovão, pronunciado em sua última conferência.

***

O Sr. Marques do Herval tenciona ceder a pasta ao Sr. Visconde de Pelotas, devendo ser [ilegível] outro ministro.

***

Os conservadores pretendem disputar esta eleição com entusiasmo.

***

O Sr. Dr. Alberto Brandão, pelo que nos consta, deve ser um candidato bem votado em Valença, Cantagalo, Vassouras, etc.

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O Sr. Dr. José Angelo Márcio da Silva (nosso amigo particular) acaba de dirigir uma proclamação aos Alagoanos.

S. Ex. foi um dos mártires da Revolução de Pernambuco.

Deve estar em viagem para Londres.

***

O Exm. Sr. conselheiro Cristiano Benedito Citoni acaba de ser excluído da [ilegível] apresentada pelo Sr. Afonso Celso ao povo da heróica Província de Minas.

É um neto sem classificação.

ATOS QUE MERECEM REPROVAÇÃO

Coisas do júri.

Decisões do tribunal do júri, como estas, devem ser publicadas diariamente, pelo espaço de 30 dias. Não o fazemos; limitamo-nos a transcrevê-las chamando a atenção pública, visto que pagamos pela lei da grande naturalização e nos [ilegível] sobremodo quando assistimos à má distribuição da justiça:

TRIBUNAL DO JÚRI.

Décima sessão de julgamento em 16 de julho.

Presidência do Sr. Dr. Araújo da Cunha.

— Promotor o Sr. Dr. Bulhões de Carvalhos — Escrivão o Sr. Dr. Buarque de Gusmão.

Às 11 horas da manhã, feita a [ilegível], e achando-se presentes 41 jurados, abriu-se a sessão.

Entrou em julgamento Manoel Luiz Antônio, brasileiro, natural do Ceará, de 28 anos, solteiro, praça da 5° companhia do 1° batalhão de infantaria, analfabeto.

É acusado de ter, na noite de 7 de fevereiro deste ano, ferido com um garfo, ficando os dentes na cavidade do peito, o português José Antônio Lourenço, na rua do Senador Eusébio n. 14, casa de parto, o qual faleceu dias depois; sendo o mesmo réu preso em virtude do mandado expedido pelo subdelegado do 1° distrito de Sant'Anna.

Sendo interrogado, o réu negou no tribunal o fato. Foram inquiridas seis testemunhas de acusação.

Defendido pelo Sr. Dr. Alexandre Fontes, havendo réplica e tréplica pelo cidadão Sr. Frederico Augusto da Silva, e julgado pelo conselho composto dos Srs.: 1° tenente Arthur de Azevedo Thompson, Francisco Máximo de Almeida, Manoel Joaquim de Nascimento Silva, Antônio Pereira da Rocha, Antônio Lopes Figueiredo, Salvador Gonçalves Porto Júnior, José Jacinto Toledo Carneiro, Leopoldo Frederico Busck Varella, José Ribeiro Sarnento Júnior, Bernardino Adolfo Rezende, Dr. José Luiz Vieira e Francisco Carlos Medronho, foi o réu absolvido por sete votos.

Levantou-se a sessão às 4 horas da tarde.


14° sessão de julgamento de 17 de julho.

Presidência do Sr. Dr. Araújo da Cunha.

— Promotor o Sr. Dr. Bulhões de Carvalho, — Escrivão o Sr. Buarque de Gusmão.

Às 11 horas da manhã, precedendo-se à chamada, responderam 42 jurados. Abriu-se a sessão.

Compareceu à barra do tribunal Luiz Corrêa, praça do 1° regimento de cavalaria, brasileiro, de 19 anos, solteiro, analfabeto.

É acusado de ofensas físicas graves, por ter, no dia 31 de março do [ilegível], estando declarado na [ilegível] da Bela Vista, em S. Cristóvão, junto ao portão, lutando com Joaquim Gonçalves da Silva, por causa duma mulher, ferindo-o, e sendo o ferimento considerado grave.

Foram inquiridas quatro testemunhas.

Deferido por seu curador Sr. Dr. Presiliano Freire, e julgado pelo conselho composto dos Srs.: Manoel Joaquim do Nascimento Silva, Dr. José Corrêa de [ilegível], José da Silva Lopes Júnior, Antônio Gonçalves da Silva, Dr. Manoel Antônio da Fonseca Costa, Augusto Alvares de Oliveira Pereira, Belmiro Cardoso dos Santos, Wanesslão Cordovil Maurity, Antônio Pereira da Rocha, Salvador Gonçalves Porto Júnior, Francisco Carlos Medronho e Mathias Teixeira da Cunha Júnior, foi o réu condenado a um ano de prisão com trabalho, multa correspondente à metade do tempo, e nas custas, grau mínimo do art. 205 do código criminal. O defensor apelou desta decisão.

Levantou-se a sessão às 3 horas da tarde.

POESIAS


Viagem de um cativo

Auras ligeiras, que passais brincando,
passai beijando o infeliz cativo;
levai os sons do retinir dos ferros
nos longes serros dizei que eu vivo.

Dizei que eu vivo à triste mal coitada,
escravizada por tirana sorte;
dizei aos ermos do sertão de Minas
quais são os sinais com que a vida é morte.

A vida é morte quando, infante ainda,
nos mostra linda [n]o pensamento a cova:
berço de gelo, mas repouso certo,
que aponta perto uma existência nova.

Uma existência sem as margens desta,
sem ter a festa do leilão do escravo,
onde o martelo ao vendilhão ao ricaço
mete a compasso montes d'ouro iguavo.

E o ouro é paga deste sangue nobre
que o luto cobre da tristeza emblema;
tal, qual mais deste, trago a corda e o laço,
e os pés e o braço deste negro algema.

Algema negras a meus pulsos [ilegível]
quando tiveram de ceder-me no estranho;
choraste, mal, e de teu pranto rirão,
pois repartirão entre si o ganho.

Se eu ganho mal enriquecendo cedo,
quem o segredo do martírio sabe,
além o brejo, amiga febre cria,
seu beijo um dia o cativeiro acabe.

Então irei do Senhor tirando no trono,
no qual meu dono, por me ter, não quer,
e deixarei do sofrimento a palma,
e irá minha alma visitar você.

Auras ligeiras que passais brincando,
gemei, chorando a minha dura sorte;
dizei aos ermos do Sertão de Minas
quais são os sinais em que a vida é morte.

***


Os tipos das Matas

Os mulatos da Bahia,
Filhos dos Africanos...
Com que direito cativam
Os filhos dos [ilegível]?!..

O povo, gosta de cocada,
Quando está contente;
Também leva chicotada,
Porque quer e consente.

Nesta terra de In-yá,
Nuas cifras por salteado,
Os grandes do «Pachá»,
Levam tudo flauseado.

Na fogueira do Sacramento,
Dobra o bronze de quando em quando,
E mesmo neste momento,
Lá vejo o homem do mundo.

Com ordenanças; e fitão,
De ar altivo e petulante,
Diz que é da mandioca o grão,
E de apito, o flagrante!!!

...

O perú de roda.


Um perfil

E dizem que nasceu, Porém não creio,
Não foi a humanidade que o gerou!
O perverso coração de um tudo leio
Como leio e mau tudo o que criou!

Em pequeno, meu Deus! que caso feio
A sombra e a traição ele tentou
E na lista dos réus só esse meio
Um lugar bem distinto lhe marcou!

Não é muito que hoje vá matando
Pela míngua de pão e de salário
Quem vive do trabalho se arrimando.

É explêndido e lindo o seu santuário,
Uma estátua terá, aos pés pisando
Os ossos, porém nobres, do operário.

PUBLICAÇÕES A PEDIDO

Polícia de 1878.

...

Não tenho em mira estereotipar quem quer que seja sem matéria substancial para um tal [ilegível]; nunca fí-lo, nem o farei.

Surpreende-me sobremodo o que assiste todos os dias no seio desta população; algumas vezes é o apito que me atrai, e logo ao volver dos olhos, vejo o ferro retilir e o murmúrio do público; outras: é a polícia que mediante uma retribuição prende e solta qualquer menino a pretexto de encerrá-los nas fazendas, e ocasiões há: que se prende em flagrante, e mediante uma retribuição, a impunidade campeia. O público deve lembrar-se de uma casa que tentaram arrombar quatro ou cinco vezes; pela notícia publicada em todos os jornais, formou-se uma conjectura, com toda a razão, de terem sido os autores, — os manutendores da ordem pública; o que nos faz crer também, que em outras ocasiões, seus camaradas procedessem do mesmo modo, afim de violentar a propriedade alheia.

Temos conhecimento de uma grande quantidade de casas nesta cidade, que se entretém até horas adiantadas da noite, em completa jogatina, sem que a polícia proceda como deve em tal emergência.

É de notoriedade pública o modo porque alguns policiais exploram a credulidade deste público, dando azo à messalina assaltar este ou aquele inexperiente que lhes apareça, mormente, em ocasiões em que a embriaguez impera.

Aí sim, prende-se, baratem-se o nome alheio, com o viso proposital de aniquilar quem por um fato excepcional incorra numa represália.

Não só o soldado, como algumas autoridades, vão ali para enraizar a desmoralização, e dias depois aparecem, com o fim torpe de aproveitar-se do favor feito em dias passados ou receber uma retribuição!!!...

Centenas de vítimas existem nesta cidade sem poder manifestar-se por sua posição social.

Pelo conhecimento que tenho do que por aí se pratica, seja-me permitido dizer que alguns inspetores que possuem tavernas têm exercido sobre essas desditosas pressão, por tal modo que obriga elas a comprarem o gênero por alto preço, dando chança a que, elas por si, tomem muitas vezes a resolução de fazerem exigências sem classificação.

Outro fato que merece ficar gravado nas colunas desta folha é o desejo ardente de quererem alguns médicos serem subdelegados, no primeiro e segundo distrito duma célebre freguesia, com o fim muitas vezes de obterem a clientela com o bastão em mãos...

Não é estranho também a dificuldade que há em se trazerem para a publicidade vagabundos nobres, que vegetam nesta cidade, explorando a boa fé do pobre comerciante, e também, a maneira pela qual a polícia os inculpabilisa com pretextos que firmam a descrença que lavra em nossa sociedade.

Grandes escândalos se têm dado, dos quais não posso fazer menção, mas que o público aprecia nesta grande cidade, onde se zomba, só e só, do direito da classe média ou da rapaziada.

Eis o que é, o que era, o que continuará a ser; esse covil denominado polícia, onde o bom humor, ou a paixão, procede.

Tudo isto é sublime; tudo que por aí está escrito e por escrever, identifica o passado com o presente.

Abaixo o direito; viva o gracejo, o insulto, a calúnia, o calote. É o que se ouve em um pequeno grupo que vem afrontando a sociedade em certa localidade.

E viva a imoralidade. Ouve-se por outro lado, entre a soldadesca desenfreada.

Viva o gume da navalha!

Também. Respondem alguns dos auxiliares da secreta.

...

Tudo é surpreendente!!!

...

Que viva levantarão os que concluírem a leitura deste artigo?

Cândido d'Olival Rozendo.


É sério?

Um cidadão que inquieta alguns inimigos da probidade, ainda hoje indagou como o Sr. chefe de polícia conserva dentro daquela repartição, como empregador, indivíduos que deveriam ser retratados por suas gentilezas.

Pelos corredores das delegacias temos encontrado como Contínuo ou coisa que os valha, um tipo de barba-cerrada e pincar-nex, trajando sobre-casaca.

Esse cavalheiro é conhecido velho dos delegados que há pouco pediram demissão.

Existe também ali um celebrírrimo pelintra que só o dono do estabelecimento do ourives, à rua da Carioca n. 16, poderá informar sobre uns enganos.

Um admirador.


Para deputados.

Eu.

Tu.

Ele.

Nós.

Vós.

Eles.

Um descrente.


Alfândega.

Como irá o armazém n. 9?

Um rato.


Touca.

Andam por aí formigando uma calúnia contra um estadista que o Brasil se orgulha de possuir.

É intolerável que um empregado demitido tome a desforra da calúnia.

Um que conhece o bucho da escamotagem [ilegível].


Polícia.

Esta polícia é duma atividade extraordinária, porém, para quem possui amigos... bois!

Onde está o Valente?


Correio da Côrte.

As cartas que são enviadas do interior[,] porque não entregam logo depois da chegada do trem?

O inimigo da preguiça.


Coisas que servem.

Quem será um examinador de francês que no Japão, tomou uns anéis em confiança, para ofertar as alunas de um colégio, região por sua senhora e até hoje... vistes?

A vítima.


Para o chefe do partido liberal da freguesia do SS. Sacramento.

O juíz de paz, eleitor e fiscal, José Maria Gomes.

Um entusiasta de SS.

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